A maior esperteza
Estamos
vivendo uma era onde o certo acabou virando errado. Quem age com lisura, se
sente passado para trás.
Quem
aguarda sua vez numa fila, educada e pacientemente se sente otário. Quem segue
num engarrafamento e vê vários veículos passando pelo acostamento, e sem a
menor cerimônia entrando na sua frente, sente repulsa.
Quem paga
IPTU em dia vê, com freqüência, os inadimplentes terem desconto.
Quem é
pontual, espera.
Quem é
educado, é tido como careta.
Quem leva
o trabalho a sério e o tem como uma oportunidade assiste a colegas com falsos
atestados para justificar injustificáveis ausências.
Quantas
vezes você não se sentiu ultrajado vendo que agiu certo e viu que quem não teve
o menor escrúpulo se deu bem?
Temos que
refletir em que tipo de nação queremos viver e ver crescer nossos descendentes,
nós somos o exemplo deles!
Falar é
de prata, mas fazer é de ouro! Filhos seguem o que fazemos e não o que dizemos!
Se não
estamos acirrando em demasia a competição pela “maior esperteza do mundo”
porque na “verdade verdadeira”, a maior esperteza é poder viver bem, sem frases
de impacto, porque é simples assim, quem melhor vive é quem pode contar com a
solidariedade humana.
Claudia Cataldi é jornalista e presidente do Instituto Responsa
Habilidade
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Nossa colunista, Claudia Cataldi e Xuxa Meneguel, juntas pela defesa dos Royalties do nosso estado do Rio de Janeiro.
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Carnaval é alegria, não porcaria hein!
O assunto é outro, mas não dá pra não
trazer um pouquinho de história, que ficou tão perdida em meio a tantas plumas
e paetês...
A palavra CARNAVAL, na sua religiosidade
quer dizer “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”;
indicando que nesse período, o consumo dela seria lícito pela última vez antes
dos dias de jejum “quaresmal”.
Visto isso, vamos passar pra o que
interessa, tendo em vista que conceitos históricos são pouco apreciados em
tempos de folia...
Durante esse período festivo, há um tipo de
“enlouquecimento temporário” de alguns que aguardam o ano inteiro para poder
transgredir, e nunca entendi o porquê disso.
Afinal, qual é mesmo a graça de fazer sexo
sem preservativo em tempos modernos, onde após sucessivas campanhas, temos a
certeza que o HIV existe, pega, e pode matar?
E beijar pra fazer número? Qual o prazer
escondido nessa prática que até hoje não saco, o de contar vantagem pela
quantidade e não pela qualidade da boca?
Beber até cair... Essa nem nas melhores
enciclopédias do mundo há motivos. Beber deve ser um ato que nos descontraia
nos cause alegria, relaxamento, prazer. Não vômitos, tonteiras, dores de
cabeça, e perda da consciência, obrigando amigos ou até os bombeiros a levar o
sujeito pro Souza Aguiar...
Xixi na rua é um caso de polícia. Algum
folião faria xixi na porta da sua própria casa, ou ainda, na roda do seu
próprio carro? Então porque no carnaval se dá esse direito? Porque obrigam a
outros, inclusive aos turistas que visitam nossa terra a assistir tamanha falta
de educação?
Turistas são embaixadores da opinião que
marcamos em seus corações. Levam as experiências que tiveram aqui pro lugar
deles e nos divulgam gratuitamente.
Cuidemos dos turistas, senão por amor, ainda que seja por interesse, mas
cuidemos!!!
Brigas não existem né? Super fora de moda
aquele negócio de ficar agressivo vestido de pierrot ou colombina. Já foi o
tempo do tacape, onde o cara desce o porrete no outro porque falou com sua
mulher, por favor...
Acho que do lixo nem preciso falar, porque
alguém ainda acha que quando joga sua latinha ou garrafinha na rua ela se
desintegra sozinha? Ou que existe um grande aspirador intergaláctico submerso
nos bueiros que a suga para o espaço sideral? Sobre essa parte, ouvi outro dia
a melhor de todas, que jogar lixo na rua acelera a economia, porque aquece a
contratação de garis e blá, blá, blá... Francamente, foi a pior do século!
Quando chover e a cidade inteirinha alagar
por bueiros absolutamente entupidos, vai ficar claro que o que aquece, aliás,
ferve, é nosso coração, mas de pena, das vidas que são perdidas com
desabamentos, mortes e afogamentos que talvez pudessem ser evitados caso
houvesse mais carinho e cuidado com a coisa pública.
Os governos têm sim que fazer sua parte,
mas que fique claro, que governo nenhum do mundo será suficiente numa população
sem princípios mínimos de boa convivência e paz.
Sejamos felizes no carnaval, mas vamos nos
lembrar que esse não será o último, e temos que estar vivos e saudáveis para
poder curtir os outros que estão por vir.
Claudia Cataldi é jornalista e presidente
do Instituto Responsa Habilidade
Claudiacataldi12@yahoo.com.br
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Mulher Sustentável
Que em 8 de março, seja a partir de
agora comemorado o Dia da Mulher... SUSTENTÁVEL.
É, digo isso porque o dia
Internacional da Mulher tem que ser celebrado diariamente, senão é discriminação, afirmo e reafirmo
isso!
Está me achando uma reacionária? Vamos aos fatos: não existe o dia
internacional do homem. Vá lá que vai aparecer algum gaiato dizendo é que em 15
de julho. Entretanto, quero dizer que não há data em que isso seja
internacionalmente comemorado.
Porque?
Será que é porque não precisa, ou
porque nas entrelinhas está a mesma mensagem da divisão de Tordesilhas, o tratado em que Portugal e Espanha
dividiram o mundo em dois por uma linha imaginária e tudo o que estivesse do
lado x pertencia a Portugal o que incluia o rico e recem descoberto Brasil. Claro,
para lá pode ser seu, bobinha Espanha,
pode ficar com toooooooooooooodo o resto.
Majoritariamente água...
Ou seja, a mulher ganhou um
dia, onde ganha flores, recebe
telefonemas, mas, e todo o resto? Onde
ela se desdobra em mil, correndo de um
lado para outro para dar conta da multi vida que tem que dar certo em suas mais
variadas atribuições. É filho, é marido, é casa, trabalho, ufa! Sem se descuidar
da aparência, lógico...
Daí achar justo adjetivar nosso dia,
pois em tempos de catástrofes sem precedentes como as que assolam o
mundo vide Haiti, Chile etc. homenagear mulheres s-u-s-t-e-n-t-á-v-e-i-s, àquelas que sim, se preocupam com o futuro do planeta, pareceu-me perfeito.
Distingue o gênero, ganha o mundo.
Claudia Cataldi é jornalista e presidente do Instituto Responsa Habilidade.
presidencia@responsahabilidade.org.br
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Vitória do amor
Amor
serve mesmo para tudo.
É,
pode criticar e achar que trata-se de mais um clichê, mas veja só:
Conhecí uma moça que começou a trabalhar fazendo
quentinhas. Sua paixão pela coisa era
tanta, sua empolgação quando falava dos cardápios era tamanha que dava água na boca só de
ouví-la. Mesmo quando descrevia pratos absolutamente triviais.
O final da história, não preciso nem dizer, foi trabalhando, trabalhando, começou a ser convidada para pequenas festas
na vizinhança, sempre, lembre-se, com aquele ar de que “faço o que amo, o dinheiro é consequencia” que pimba! Virou
dona de buffet, e vai muito bem, obrigada...
Cito
também o caso de uma massagista. Essa
então é de arrepiar.
Ela
poderia ter ficado na mesmice da eterna reclamação.
Mas
não. Partiu para fazer um curso até
então pouco conhecido no Brasil, que
ensina uma técnica que faz o paciente se sentir aconchegado como de volta ao
útero materno. Conclusão... se destacou
e é extremamente solicitada devido aos recursos que desenvolveu.
Ou
seja, por mais que isso pareça pura
ficção, acredite, ainda que
desconfiando, tente ao menos por um
período de sua vida.
Mas
faça com verdade e dedicação. Dê o melhor de sí. Invista.
Procure ver a alegria que é fazer algo com amor e entrega.
Vai
dar certo, tenho certeza.
E
se não vir resultado logo, ou
melhor, tão rápido quanto sua ansiedade
determina, trabalhe mais feliz
ainda, buscando encher o coração de quem
esteja servindo.
Amor
é contagiante e invariavelmente conduz quem o traz com pureza de alma,
a vitória.
Claudia Cataldi é
jornalista.
Claudiacataldi12@yahoo.com.br




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